Córrego Grande – Um grande abraço coletivo na manhã de sábado

19 ago

 

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Na manhã do dia 15/08 a comunidade do Córrego Grande e região se uniu em torno da preservação do bairro e contra a construção irregular em Área de Preservação Permanente (APP). A construtora Álamo se valeu de autorização de construção irregular concedida pela Fatma (Fundação do Meio Ambiente) para tubular um curso d’água e começar a construir quatro edifícios de oito andares em área de preservação, na Rua Aldo Krieger. Mais de 100 pessoas foram às ruas, em ato organizado pelo Fórum da Bacia do Itacorubi, e terminou com um abraço à área gravemente danificada, lembrando o abraço à Fazendinha, em 2011.

Durante a manifestação, a comunidade explicava o processo de verticalização que ocorre com o bairro ao microfone, aberto à quem quisesse expressar suas indignações. A União Florianopolitana De Entidades Comunitárias (UFECO) esteve presente, e a coordenadora do Fórum Rosângela Mirela Campos lembrou a luta contra o empreendimento que acabou com a Fazendinha – apesar de termo de conduta com a mesma empresa que a obriga a disponibilizar áreas verdes de lazer e áreas comunitárias institucionais à comunidade.

No dia anterior à manifestação, o juiz da 3º vara da Fazenda Pública da Capital, Laudenir Fernando Petroncini, concedeu liminar determinando a interrupção das obras de canalização de curso de água e desmatamento no local, sob pena diária de R$ 50 mil. Além de suspender as licenças de construção emitidas pela Fatma.

A partir do ato, a Câmara Municipal aprovou, nesta segunda-feira (17), o pedido de Audiência Pública para discutir o assunto, em requerimento protocolado pelos vereadores Lino Peres, Renato Geske e Afrânio Boprée. O presidente da Comissão de Viação, Obras Públicas e Urbanismo, Celso Sandrini, se comprometeu a acelerar a aprovação dentro da comissão para que a reunião seja realizada em menos de 30 dias e sirva como base para a ação da promotoria do Estado.

É importante dizer que a suspensão das obras é cautelar e vale apenas por 30 dias, prazo que a promotoria do Estado tem para construir a matéria. O promotor já afirmou que a construtora Álamo será responsabilizada e que vai pedir para que a empresa recupere a área gravemente danificada. Uma equipe técnica do órgão já esteve no local e constatou que há córregos de água limpa que tiveram seu curso alterado. Ou seja, esta batalha continua e o empenho da sociedade nesta luta é essencial.

Todo apoio para a comunidade de moradores do Córrego Grande e da Bacia do Itacorubi!

Junt@s somos fortes!

Movimento Ponta do Coral 100% Pública

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Fontes:

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