Ponta do Lessa

Defronte a Casa do Governador, a área da Ponta do Lessa possui hoje uma pequena colônia de pescadores, organizados em uma associação, com algumas casas e ranchos para as embarcações. A área, que é limítrofe com o Parque Municipal do Manguezal do Itacorubi, portanto, parte da Zona de Amortecimento do mesmo, tem grande relevância ambiental e histórico/cultural, e é isso que busca defender o Projeto Parque Cultural das 3 Pontas.

Nossas propostas para a área se concentram em usos culturais e tradicionais, buscando o zoneamento da área da Ponta do Lessa como Área de Proteção Cultural (APC), com propósito de garantir a conservação dos sítios arqueológicos, integrar a comunidade local ao Programa de Visitação, ressaltar a importância da pesca artesanal e dos usos tradicionais da região.

Os primeiros grupos humanos que habitaram o litoral catarinense (entre 6.000 e 2.000 anos atrás) registraram sua história com um sambaqui na Ponta do Lessa, na localidade de Pedra Grande, hoje o populoso bairro da Agronômica.

Esses amontoados de conchas, verdadeiras relíquias arqueológicas, que serviam para inúmeros fins aos povos dos sambaquis, vem sendo destruídos pela crescente urbanização e pelo descaso do poder público que desconhece a importância histórica desses sítios arqueológicos para nossa cidade.

No período da chegada dos açorianos já havia sido iniciado o período de fortificação da Ilha de Santa Catarina. Na região das 3 Pontas foi erguida uma pequena fortificação, conhecida como Fortim Marechal Lessa ou Entrincheiramento d’agronômica. Com o esquecimento e o passar do tempo, as ruínas foram desaparecendo.

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5 Respostas to “Ponta do Lessa”

  1. Rosana 13/03/2012 às 13:34 #

    Na verdade as fortificações foram construídas antes da chegada dos açorianos. Foi entre 1738 e 1744, sendo que os primeiros açorianos desembarcaram aqui em 1747.

    • Cid Neto 13/03/2012 às 14:27 #

      Olá Rosana,

      Em parte você tem razão, pois da forma como estava o texto, dava a entender que o sistema defensivo foi iniciado com a chegada dos açorianos, o que não é verdade. A principais fortificações já estavam finalizadas quando da chegada desses. Porém a obra em questão, na Ponta do Lessa, tal com outras que existiram na atual Beira Mar, foram erguidas entre 1760 e 1775, pouco antes da tomada espanhola. Essas mais recentes são poucas documentadas e de algumas, nem ruínas constam.

      Agradecido pelo comentário.

  2. Luiz Gonzaga Galvão 16/03/2012 às 13:37 #

    Meus Caros,
    A Ponta do Lessa é um lugar Sagrado.Talvez, o mais Sagrado da nossa amada Aldeia Ilhoa.Segundo antigos historiadores é o local onde habitavam os primeiros Grupos Indígenas da Ilha.Isto,bem antes do inicio da Era Cristã (há relatos que o inicio da mencionada povoação deu-se por volta de 5.000 A.C.).Há no local um Cemitério Indígena ou Sambaqui.Foi o Padre Jesuita Alfredo Rhor,na década de 40,quem o descobriu.Padre Rhor foi Diretor do Colégio Catarinense.Era um sábio.Foi Educador,Pesquisador,Arqueólogo e Cientista.Rhor fez várias escavações e pesquisas nas imediações e na área da Ponta do Lessa e retirou daquele local farto e rico material
    para suas pesquisas,bem como, peças históricas valiosíssimas que se encontram, atualmente,no “Museu do Homem de Sambaqui” fundado por ele.A Ponta do Lessa é um verdadeiro Santuário… Material,Espiritual,Histórico e Ambiental.É Divino… .Urge Protegê-la,Sempre !

  3. Luciano G Galvão 16/03/2012 às 18:50 #

    Luiz Gonzaga Galvão, você tem razão. a Ponta do Lessa é sagrada. Um pedacinho do pedacinho de terra atualmente perdido no nosso mar histórico

  4. Luiz Gonzaga Galvão 16/03/2012 às 19:04 #

    Devido ao pouco espaço,acima,gostaria de complementar aqui,meu “Comentário sôbre a Ponta do Lessa”.Nasci próximo a este belo “Jardim”,conhecido como “Lessa” e ainda hoje vivo nas imediações.Enraizei-me aqui… .Amo este Lugar… .Vivi minha infância e juventude na “Praia da Lessa”.Tomando banho de mar,comendo berbigão,ostra das pedras,pescando canhanha,bagre,comendo frutas das árvores da Lessa,jogando futebol com os filhos dos pescadores da região.Por isso,sinto-me um Carijó,um verdadeiro Indio da Lessa.Soube através da história,que quando a Armada Espanhola chegou por estas bandas,nosso irmãos Carijós fugiram para o Massiambu e hoje nós nem os reconhecemos… .Vou confessar: Dizem que a “Armada Espanhola” está chegando novamente… Já sinto as pegadas… há “alguma coisa” no ar… .Caros!Vocês estão ajudando a mudar o rumo desta história… .Desta vez não fugiremos… .Enfrentaremos!!!

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