Legislação

LEI COMPLEMENTAR Nº 180/2005
ALTERA ZONEAMENTO DA PONTA DO CORAL
E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

O Prefeito Municipal de Florianópolis faz saber a todos os habitantes do município, que a Câmara Municipal de Vereadores aprovou e ele sanciona a seguinte Lei Complementar:

Art. 1º Fica alterada para Área Turística Exclusiva-2 (ATE-2), parte da Área Verde de Lazer (AVL) localizada na Ponta do Recife, UEP-2, Agronômica, conforme delimitação no mapa anexo, parte integrante desta Lei.

§ 1º – Fica permitido um aterramento adjacente à Ponta do Recife, numa faixa de até 33,00m, destinado a implantação de acessos viários, de ciclovia e área verde de lazer, a serem executados pelo empreendimento a ser implantado na área turística;
§ 2º – O licenciamento na área turística fica condicionado a apresentação de um plano de massa pelo empreendedor ao Poder Executivo, que contemple o reordenamento e construção dos ranchos de embarcações já existentes à data desta Lei, a implantação da ciclovia, dos passeios, dos ajardinamentos, dos equipamentos de lazer, de um píer de pequeno porte para apoio náutico e do disposto no parágrafo anterior, com prévia aprovação do órgão municipal de planejamento;
§ 3º – A aprovação final dos projetos pelo Executivo Municipal fica condicionada ao prévio licenciamento dos órgãos ambientais competentes.

Art. 2º Esta Lei Complementar entra em vigor na data de sua publicação.

DOE – 05/08/2005

Florianópolis, aos 27 de julho de 2005.

DÁRIO ELIAS BERGER
PREFEITO MUNICIPAL

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Lei 9636
Que disciplina os usos e ocupações de áreas
e patrimonios da União.

Art. 42 – Serão reservadas, na forma do regulamento, áreas necessárias à gestão ambiental,à implantação de projetos demonstrativos de uso sustentável de recursos naturais e dos
ecossistemas costeiros, de compensação por impactos ambientais, relacionados com instalações portuárias, marinas, complexos navais e outros complexos náuticos, desenvolvimento do turismo, de atividades pesqueiras, da aqüicultura, da exploração de petróleo e gás natural, de recursos hídricos e minerais, aproveitamento de energia hidráulica e outros empreendimentos considerados de interesse nacional. Parágrafo único – Quando o empreendimento necessariamente envolver áreas originariamente de uso comum do povo, poderá ser autorizada a utilização dessas áreas, mediante cessão de uso na forma do art. 18, condicionada, quando for o caso, à apresentação do Estudo de Impacto Ambiental e respectivo relatório, devidamente aprovados pelos órgãos competentes, observadas as demais disposições legais pertinentes.

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LEI COMPLEMENTAR Nº 001/97
DISPÕE SOBRE O ZONEAMENTO, O USO E OCUPAÇÃO DO SOLO NO DISTRITO SEDE DE FLORIANÓPOLIS E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

Art. 21 – Áreas de Preservação Permanente (APP) são aquelas necessárias à preservação dos recursos e das paisagens naturais, e à salvaguarda do equilíbrio ecológico, compreendendo:

I – topos de morros e linhas de cumeada, considerados como a área delimitada a partir da curva de nível correspondente a dois terços da altura mínima da elevação em relação à base;
II – encostas com declividade igual ou superior a 46,6% (quarenta e seis e seis décimos por cento);
III – mangues e suas áreas de estabilização;
IV – dunas móveis, fixas e semi-fixas;
V – mananciais, considerados como a bacia de drenagem contribuinte, desde as nascentes até as áreas de captação d`água para abastecimento;
VI – faixa marginal de 33,00 m (trinta e três metros) ao longo dos cursos d`água com influência da maré, e de 30,00 m (trinta metros) nos demais;
VII – faixa marginal de 30,00 m (trinta metros) ao longo das lagoas e reservatórios d`água situados na zona urbana, e de 50,00 (cinquenta) a 100,00 m (cem metros) para os situados na zona rural, conforme a Resolução CONAMA 4/85;
VIII – fundos de vale e suas faixas sanitárias, conforme exigências da legislação de parcelamento do solo;
IX – praias, costões, promontórios, tômbolos, restingas em formação e ilhas;
X – áreas onde as condições geológicas desaconselham a ocupação;
XI – pousos de aves de arribação protegidos por acordos internacionais assinados pelo Brasil;
XII – (vetado);
XIII – Áreas dos parques florestais, reservas e estações ecológicas.

Parágrafo Único – São consideradas ainda Áreas de Preservação Permanente (APP), na forma do art. 9° da Lei Federal n° 4.771/65, as florestas e bosques de propriedade particular, quando indivisos com parques e reservas florestais ou com quaisquer áreas de vegetação consideradas de preservação permanente.
….

Art. 27 – Áreas de Preservação Cultural (APC) são aquelas destinadas à preservação de sítios de interesse histórico, antropológico ou arqueológico, subdividindo-se em:

I – Áreas Históricas (APC-1) que se destinam à conservação do patrimônio histórico e etnológico, abrangendo monumentos, edificações, espaços e povoações;
II – Áreas de Paisagem Cultural (APC-2) que se destinam à proteção das paisagens e aspectos culturais resultantes das tradições agrícolas, pastoris e pesqueiras;
III – Áreas Arqueológicas (APC-3) que se destinam à conservação dos sítios pré-históricos, e dos vestigios deixados pela ocupação humana tais como os fósseis, utensílios, monumentos e inscrições rupestres.

Art. 28 – Áreas de Preservação de Mananciais (APM) são aquelas que se destinam à proteção dos mananciais, das nascentes e das áreas de captação d`água para o abastecimento atual e futuro.

Art. 29 – Áreas Inundáveis (AI) são aquelas cuja ocupação para fins urbanos é condicionada à existência ou à realização de obras de drenagem que assegurem o livre e completo escoamento das águas.

Art. 30 – Áreas dos Parques e Reservas Naturais (APR) são aquelas instituídas pelo poder público e destinadas à conservação da natureza, estando o uso e ocupação do solo nestas áreas sujeito a plano e regulamentação específicos, respeitadas as disposições da legislação municipal.

Art. 31 – Áreas de Proteção dos Parques e Reservas (APPR) são as faixas demarcadas, na conformidade com o Decreto Estadual 14.250/81, ao longo dos limites dos parques, reservas e estações ecológicas instituídos pelo poder público e que se destinam a protegê-los das atividades nocivas ao ambiente natural.

DAS ÁREAS DO SISTEMA HIDROVIÁRIO

Art. 131 – As estruturas de apoio a embarcações, tais como os molhes, atracadouros, trapiches, marinas e demais equipamentos dos portos de lazer, dos portos de pesca artesanal e dos terminais pesqueiros, deverão ter seus projetos elaborados em consonância com o órgão Municipal de Planejamento, de modo ase harmonizar com a paisagem da orla, sem contrariar o exercício dos demais usos permitidos.

§ 1o – A construção, reforma ou ampliação de estruturas de apoio a embarcações será sempre analisada como um projeto integrado, composto de obras marítimas e instalações terrestres, dependendo ainda de aprovação e licenciamento dos Órgãos Estadual e Federal competentes.
§ 2o – As estruturas de apoio a embarcações, quando destinadas à esporte, lazer ou turismo, ainda que privadas, deverão manter pelo menos 20% (vinte por cento) de vagas náuticas rotativas para uso público, e uma vaga de carro para cada vaga de barco.
§ 3o – As estruturas de que trata este artigo poderão ocupar as faixas de praia e de marinha, necessárias à instalação dos mesmos, respeitado o licenciamento pelos Órgãos competentes.
§ 4o – Nas estruturas de que trata este artigo poderão ser admitidas instalações de apoio em terra, podendo as mesmas incluir, conforme o porte da estrutura, edificações para abrigo, hospedagem, lazer e venda de material náutico/pesqueiro; e para abastecimento, segurança, comunicação e manutenção das embarcações; com taxa de ocupação máxima de 30% (trinta por cento) dos terrenos de marinha e alodiais vinculados.
§ 5o – Quando os equipamentos de que trata este artigo ocorrerem exclusivamente em áreas de domínio público, somente serão licenciados em regime de concessão de uso, com prazo máximo determinado em Lei.
§ 6o – As estruturas de que trata este artigo deverão possuir sistemas de água potável, de coleta e tratamento de esgotos e resíduos sólidos, de esgotamento de tanques sépticos de embarcações e sanitários para uso das tripulações e usuários da estrutura, aprovados pelos órgãos competentes.
§ 7o – Toda estrutura de apoio a embarcações deverá possuir sinalização em terra e sobre as águas, necessária à orientação e segurança do tráfego de veículos e embarcações, de acordo com as normas da Capitania dos Portos.

Art. 132 – As pequenas estruturas de apoio a embarcações, assim consideradas aquelas com largura máxima de 3,00m (três metros) e comprimento máximo de 20,00m (vinte metros), cuja construção não necessite de aterros, dragagens, estruturas de proteção contra ondas e marés, nem instalações de apoio em terra serão analisadas de forma sumária, sendo dispensados dos parágrafos 2o, 4o e 6o do artigo anterior.

SUBSEÇÃO III
DAS ÁREAS DO SISTEMA DE CIRCULAÇÃO DE PEDESTRES

Art. 133 – O Poder Público garantirá o livre acesso e circulação de pedestres pela orla marítima, lacustre e fluvial, por via terrestre, no interesse geral da pesca, da navegação, do lazer e do turismo.

§ 1o – Quando autorizada a construção de diques de defesa contra a invasão de águas do mar, atracadouros, marinas e terminais pesqueiros, deverá ser reservado local para a passagem de pedestres.
§ 2o – É proibida toda ocupação e uso das praias, contrários à sua destinação principal de uso público comum.
§ 3o – Aplica-se o disposto neste artigo praias inclusive às que, encravadas em terrenos particulares, não sejam acessíveis por terra.
§ 4o – Nas vias de circulação exclusiva dos pedestres, caracterizadas como “calçadões”, os serviços de alimentação e os usos culturais poderão ocupar até 30% (trinta por cento) da largura do respectivo logradouro frontal com mesas e equipamentos, desde que garantida a circulação de veículos de atendimento emergencial.
§ 5o – O uso de calçadões, conforme estabelece parágrafo anterior, deverá ser exercido mediante pagamento de taxa a ser estabelecida pelo Município.

Art. 134 – Os caminhos e servidões utilizados em comum pelos habitantes do Município como acesso à orla marítima, lacustre e fluvial, estão sob a guarda e conservação do Poder Público Municipal, constituindo bens públicos de uso comum do povo.

§ 1o – A proteção do Poder Público se estende às servidões que, utilizadas para o acesso e circulação turística pelos montes litorâneos, constituam vias de ligação entre povoações isoladas, ou se destinem ao escoamento da produção agrícola, florestal e pesqueira, e à passagem de gado e animais de carga.
§ 2o – O reconhecimento de caminhos e servidões pelo Poder Público não implica em transmissão de posse ou propriedade para o Município, não gera direito à indenização, nem constitui aceitação de obra ou parcelamento do solo.

Art. 135 – Os acessos para pedestres à orla marítima, fluvial e lacustre deverão estar localizados numa distância não superior a 125m (cento e vinte e cinco metros) um do outro, tendo largura mínima de 3m (três metros).

Art. 136 – Nos lugares em que a orla marítima, fluvial e lacustre não possuir as características de praia será destinada uma faixa de 15,00m (quinze metros) de largura através dos terrenos de marinha, para a passagem e circulação exclusiva de pedestres.

§ 1o – Nas margens dos rios e lagoas fora do alcance das marés, o caminho para passagem e circulação de pedestres a que se refere este artigo é instituído sobre a faixa de terrenos reservados (art. 14 do decreto Federal 24643/34), sem prejuízo dos demais usos públicos necessários.
§ 2o – Nas zonas urbanas já comprometidas, demarcadas nos mapas do Anexo I, a faixa de que trata o caput deste artigo poderá ser reduzida para 6,00m (seis metros).

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Lei nº 5847 de 04 de junho de 2001

CRIA A DENOMINAÇÃO OFICIAL DAS PRAIAS, NO MUNICÍPIO DE FLORIANÓPOLIS E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

074 – – PRAIA DO SACO GRANDE
074.1 – Denominação Primitiva A mesma
074.2 – Denominações Outras Praia do João Pio, Praia da Ponta do Goulart e Praia do João Paulo.
074.3 – Denominação Atual Praia do Saco Grande 074.4 – Histórico Saco é o designativo de uma enseada bastante fechada e profunda do mar sobre à costa. Grande é um atributo deste saco. Saco Grande é uma denominação tradicional e que define todo o desenho da costa, nesta região.
Durante muito tempo, também foi designada por Praia do João Pio do Valle Pereira que, tendo herdado de seu pai, a propriedade que chegava da estrada até esta praia, servia de orientação ao local, isto é, a Praia do Seu João Pio.
Também foi conhecida como Praia da Ponta do Goulart, que é a ponta marco do seu limite a Sudoeste, e que lhe empresta esta denominação, ou João Paulo, outro senhor da comunidade.
Na praia, junto, está a propriedade que foi do Senhor João Cypriano Pereira, pai dos Senhores Hyppolito do Valle Pereira, José do Valle Pereira, (Juca do Loide), Donato do Valle Pereira e João Pio do Valle Pereira, tradicional família florianopolitana.
074.5 – Descrição Física Trata-se, a Praia do Saco Grande, de uma praia de mar interno de baía, Baía Norte, no Bairro do mesmo nome, isto é Bairro do Saco Grande, comunidade de grande população, de expansão recente, e que se vê transformada em área urbana da cidade de Florianópolis destinada a ter funções residenciais.
A faixa de areia é constituída por areia acinzentada, textura média e que as marés altas às cobrem totalmente.
074.6 – Dimensões Extensão – 550 metros Largura – 0 a 15 metros 074.7 – Usos e Costumes Sempre foi uma praia de pouco usos, tanto por parte de pescadores como de banhistas ou moradores locais. Com a penetração da urbanização, tem uso apenas panorâmico e para passeios pela areia e, para descanso, muito embora alguns pescadores amadores a utilizem para a pesca do camarão, do siri e da retirada do berbigão, já bastante escasso. Na praia existem 25 construções entre ranchos de pescadores e residências.
Como área residencial, oferece excelentes perspectivas de tranqüilidade pois está afastada do eixo da SC 401, garantindo-lhe sossego e segurança.
Denominação 075 – PRAIA DA ILHA DOS GUARÁS
075.1 – Denominação Primitiva Nada foi encontrado
075.2 – Denominações Outras Nada para registro
075.3 – Denominação Atual Praia da Ilha dos Guarás
075.4 – Histórico Para vida social, econômica e política de Florianópolis, as ilhas dos Guarás principalmente a grande, já que a pequena não tem nenhuma aplicação face a pequena área, têm desempenhado várias funções importantes.
Desde os mais remotos tempos era utilizada para a colocação de presos pois entendiam que teriam melhor segurança contra fugas, porém esqueceram-se que não era difícil fugir a nado.
Durante muitos anos foi utilizada para a colocação de leprosos. Chegou a ser construído um hospital, com bom tratamento técnico arquitetônico, para abrigar os atacados pelo mal de Hansen. Nesta ilha funcionou um leprozário até 1930.
Voltou a ser presídio e nos anos cinqüenta passou por uma total restauração e lá foram instalados os serviços de apoio para a dragagem do canal do Porto de Florianópolis. Desativados os serviços em 1958, as instalações ficaram desprezadas e forasteiros depredaram as bonitas edificações, deixando-as em ruínas.
A Partir de 1983 a Policia Militar de Santa Catarina, pelo seu Corpo de Bombeiros, assumiu o controle da Ilha e lá instalou uma unidade de busca e salvamentos, que funciona até os dias atuais. Com isso a ilha e sua praia passaram a ter segurança e defesa, voltando aquelas importantes funções para vida dos florianopolitanos.
075.5 – Descrição Física É uma praia pequena, mar calmo de baía, águas levemente turvas especialmente com vento sul, areia média e de fácil manejo para as embarcações.
Situa-se ao largo da Baía Norte. junto ao canal central, defronte a Ponta do Goulart e afastada desta cerca de três quilômetros. Do cais Rita Maria ou da Base de Busca e Salvamentos, junto a Praia do Arataca, embaixo da Ponte Hercílio Luz, dista seis quilômetros
075.6 – Dimensões Extensão – 140 metros.
Largura – de 5 a 20 metros.
075.7 – Usos e Costumes Como foi anotado no histórico tem hoje o uso exclusivo pelo Corpo de Bombeiros, Batalhão de Florianópolis e Unidade de Busca e Salvamentos.
Denominação:
076 – PRAIA DA PONTA DO LESSA
076.1 – Denominação Primitiva A mesma
076.2 – Denominações Outras Nada foi registrado
076.3 – Denominação Atual
Praia da Ponta do Lessa.
076.4 – Histórico Naturalmente o ponto mais significativo da região, não está na praia porém na própria ponta de terra, que ocupou uma das fortificações de defesa da Ilha de Santa Catarina segundo o Plano de José da Silva Paes, traçado em 1738.
Primitivamente foi local de habitat para os Carijó, onde existe um sambaqui.
Da fortificação que existiu no local, nada mais resta. Foi uma área que integrou o Parque ou Estação da Agronômica, e que se transforma, em 1932, na residência oficial do Governador do Estado. Com a criação do Abrigo dos Menores e depois o traçado da Avenida Beira Mar Norte, ou Governador lrineu Bornhausen, a Ponta do Lessa, ficou entregue à penetração dos “sem teto” e favelados, sendo hoje, uma pequena favela que ocupa, inclusive, a praia, em aglomerado, junto com alguns ranchos de pescadores amadores, e as instalações de uma emissora de Rádio da Capital.
Integra a área urbana do município de Florianópolis.
076.5 – Descrição Física A Ponta do Lessa, tem a face norte em manguesal, o Mangue das Três Pontes, e ao lado Sul, uma pequena praia de areia amarelada, suja e de mar interno, águas tranqüilas só agitadas quando sopra o vento sul.
O fundo do mar, constituído de muita argila negra e material orgânico, inclusive muito esgoto doméstico levados pelos córregos, é lodoso.
076.6 – Dimensões Extensão – 400 metros Largura de 2 a 18 metros.
076.7 – Usos e Costumes Como ficou registrado no histórico, destinou-se, a Praia e a Ponta do Lessa, primitivamente para área indígena, depois fortificação de defesa e no século passado como estação agronômica experimental. Com a criação da casa de residência e de campo do Governador, por Adolfo Konder, a praia e a ponta, integraram a área de lazer e descanso dessa autoridade.
Com construção e instituição, em 1939, do Abrigo de Menores, a FEBEM de então porém com muito mais humanidade e carinho e que tinham a direção de religiosos, destinada a menores masculinos abandonados ou órfãos (as meninas ficavam no Asilo das Meninas, ou São Vicente de Paula, hoje Lar São Vicente de Paula) a ponta, como a praia, ficaram entregues ao uso desse educandário. Hoje, perdeu todas essas funções, pois o Educandário masculino desapareceu, e a Beira Mar, secionou a ponta, deixando-a aberta à ocupação popular e livre.
Denominação:
077 – PRAIA DA PONTA DO RECIFE
077.1 – Denominação Primitiva A mesma
077.2 – Denominações Outras Nada foi encontrado nos mapas consultados e no popular, Ponta do Coral
077.3 – Denominação Atual Praia da Ponta do Recife
077.4 – Histórico A Ponta do Recife é um referencial geográfico de muita utilidade para a navegação e um terminal de entrada e saída para o mar. Para os antigos, assegurava orientação para entrada de carga e descarga, muito embora tenha, bem à sua frente, um arrecife, dai a razão do topônimo, e que é o único e correto para localidade.
A designação de Ponta do Coral, muito empregada hoje, nada tem a ver com a história e tradição, é difícil explicar-lhe as origens. Nos mapas, jamais tal topônimo apareceu, e assim, não há razões para que se altere a tradicional e antiga denominação de Ponta e Praias do Recife.
Desde 1920 até os 50, abrigou um entreposto de distribuição dos tonéis de gasolina, querosene, óleo combustíveis e óleo lubrificante da Esso. Chegavam ao local pela via marítima .
Hoje é uma área abandonada e sem nenhuma utilidade social, e dizem local de criminalidade. Possuiu duas faces, com praias ao norte e ao sul da Ponta
077.5 – Descrição Física As duas pequenas praias existentes na Ponta do Recife, são de mar de baía, águas mansas, areia amarelada e de textura média e aparecem e desaparecem com os movimentos de mares.
077.6 – Dimensões
Praia do norte:
Extensão – 350 metros Largura de 2 a 8 metros .
Praia do sul:
Extensão – 400 metros Largura de 0 a 6 metros
077.7 – Usos e Costumes Como foi registrado no histórico, a primeira função, tanto da Ponta como das Praias do Recife, tinha por objetivo o apoio à navegação marítima.
Houve recentemente a tentativa de se construir um hotel turístico no local, porém na atualidade é uma área sem nenhuma utilidade, a não ser a mais visível, para a localização no lado norte, de uma dezena de ranchos, presumivelmente, de pescadores, com cerca de vinte embarcações.
Tem próximo ao local uma praça, a Praça do Cochicho, de muita utilidade social especialmente para a juventude florianopolitana, e que poderia servir-se das praias e da localidade para recreio e passeios. É um local aprazível.
Denominação:
078 – PRAIA DA PEDRA GRANDE
078.1 – Denominação Primitiva A mesma
078.2 – Denominações Outras Não possui
078.3 – Denominação Atual
Praia da Pedra Grande
078.4 – Histórico O topônimo Pedra Grande, dado à esta praia deriva de que junto à ela defronte a Igreja matriz da Paróquia local, de São Luiz Gonzaga e Nossa Senhora de Lourdes, existe uma enorme pedra, com formato ovalado que bloqueava o caminho para a Estação da Agronômica, estação que, em parte, onde está situada, hoje a Residência oficial do Governador do Estado. Para entender melhor este histórico é recomendável ler o histórico da Praia do Lessa, e inclusive da Ponta do Recife, pois a Praia da Pedra Grande banhava todos esses pontos.
Foi ela mutilada pelos sucessivos aterros, sendo que o último, para dar amparo à construção da Avenida Beira Mar Norte, acabou com a praia, tendo, hoje ao seu longo, um muro de pedras de arrimo do aterro, com cerca de três metros de altura desde o nível do mar. Já a Pedra Grande, nome dado também à comunidade local, existe ainda um pouco desfigurada pela construção, junto dela de um edifício de apartamentos.
Como, tanto a Praia, como a comunidade e sua pedra, integram a área nobre da cidade de Florianópolis, merecem que se continue a denominar aquela costa como Praia da Pedra Grande. Aliás, boa parte da comunidade ainda a chama assim, e serve o local para passeios, exercícios de andar ou correr, passeio de bicicletas, enfim, faz parte da vida sócio-cultural florianopolitana.
078.5 – Descrição Física A praia, ou hoje costão de pedras da Pedra Grande, tem início junto à Praça do Cochicho, e se estende até o extremo sul da Praça Celso Ramos, onde tem início a Praia de São Luís.
Como foi dito no histórico, ela hoje não é praia segundo as definições técnicas, pois é um arrocamento de sustentação de um aterro, restando na costa, um conjunto de pedras que alguns banhista a elas recorrem para mergulhar e nadar. Muitos pescadores amadores e outros amantes do esporte da pesca, acorrem as águas limpas da Praia da Pedra Grande, para a sua faina, pois é piscosa e em especial de peixes de anzol. Por isso é a escolhida para os campeonatos de pesca da Ilha de Santa Catarina, 078.6 – Dimensões Extensão – 750 metros Largura – não há faixa de areia 078.7 – Usos e Costumes Os usos dados à Praia da Pedra Grande foram registrados, tanto no histórico, para justificar sua defesa, como na descrição física, pois lhes ficavam pertinente.
Contudo diga-se que teve ela outras funções de importância na área da prática de esportes da vela, pois aí tinha sua sede do Iate Clube de Florianópolis, que se incorporou ao Veleiros da Ilha, quando sua sede social foi inutilizada pelos aterros.
Todo o complexo da Avenida Beira Mar Norte, no presente se beneficia das tradições da Praia da Pedra Grande.

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