Outdoors da campanha #SOSIlhaDaMagia nas Ruas

24 jul
Outdoor denunciando os crimes ambientais

Fortunas estão sendo construídas enquanto a magia da ilha está sendo destruída. Este é o trágico e revoltante retrato da Florianópolis atual. Nossas águas poluídas e nossas praias e dunas soterradas por lama e esgoto. Restingas dilaceradas por concreto nas planícies do sul, Mata Atlântica e seus Garapuvus decepados por moto serras para loteamento no Córrego Grande, nossa Lagoa da Conceição ferida de morte pelo esgoto e famílias sendo despejadas no Maciço do Morro da Cruz.

Gean, se a cidade foi colocada à venda para quem só está preocupado com os lucros pessoais e de suas empresas, quem é que vai pagar pela destruição ambiental?

Nós é que não estamos dispostas a pagar esta salgada fatura, cujos juros serão ainda mais pesados para as próximas gerações.

Colocamos nas ruas os outdoors com a campanha #SOSIlhaDaMagia nos seguintes pontos:

  • SC-401, sentido centro, em frente ao centro administrativo
  • Beira Mar Norte, ao lado do terminal integrado sentido centro/norte
  • SC-405, sentido bairro, antes do trevo do Campeche e próximo ao corpo de bombeiros
  • Via Expressa, entrada para a Josué di Bernardi, sentido centro

Participe desta campanha, tire foto em frente aos outdoors e compartilhe nas redes sociais! Denuncie os crimes ambientais com a hashtag #SOSIlhaDaMagia. Vamos pressionar o prefeito, vereadores, judiciário e fortalecer os movimentos que estão nessa luta para não deixar a magia da ilha morrer!

Leia o texto completo da campanha.

Conheça os movimentos que fazem parte desta campanha:

https://abre.ai/sosilhadamagia

Fotos dos outdoors:

Outdoor Campeche
Outdoor SC401
Outdoor via Expressa

Campanha SOS Ilha da Magia: Gean, quem vai pagar a conta da destruição ambiental?

24 jul
Gean, quem vai pagar a conta da destruição ambiental?

Fortunas estão sendo construídas enquanto a magia da ilha está sendo destruída. Este é o trágico e revoltante retrato da Florianópolis atual. Nossas águas poluídas e nossas praias e dunas soterradas por lama e esgoto. Restingas dilaceradas por concreto nas planícies do sul, Mata Atlântica e seus Garapuvus decepados por moto serras para loteamento no Córrego Grande, nossa Lagoa da Conceição ferida de morte pelo esgoto e famílias sendo despejadas no Maciço do Morro da Cruz.


O fato é que a ilha não aguenta mais negligência, inações, omissões e tanto concreto sobre as suas costas e encostas. Se hoje os habitantes de Florianópolis sofrem com  a estiagem ou com as chuvas volumosas, cada vez mais intensas e frequentes, é por causa desta monocultura do pensamento e sua visão limitada de “progresso” propagandeada e implementada ao longo de tantos anos: toneladas de concreto, “asfaltaço” sem sistemas de drenagem ou qualquer cuidado com bueiros e bocas de lobo, construções em cima de áreas de preservação ambiental e a ausência de sistemas de saneamento básico inteligentes. E este cenário vai piorar. No sul da ilha, as mudanças climáticas já dão sinais de que a cidade está sendo afetada.


Alinhado com a política nacional bolsonarista de desmonte da legislação ambiental, o Prefeito Gean colocou a cidade à venda e está “passando a boiada”, ou, melhor, a patrola. Será que é para pagar dívidas de campanhas e usar como moeda de troca, para se candidatar a Governador e lotear todo o Estado? O fato é que enquanto a terra é comida por retroescavadeiras, engordam os bolsos dos setores da especulação imobiliária, do turismo predatório e da mídia que propagandeia esta visão da cidade como um imenso beach-clube para os ricos.


Gean avança com o projeto da faraônica “Megalo-Marina”, que, se concretizado, terá imenso impacto negativo na questão ambiental, paisagística , cultural, econômica e social da cidade, intensificando o já caótico trânsito de umas das piores mobilidades urbanas do mundo e prejudicando diretamente centenas de famílias que dependem da pesca e da maricultura na Baía Norte. Essa marina com certeza vai elevar o valor dos imóveis justamente na região mais cara da cidade, a Beira Mar. Enquanto os bairros mais empobrecidos continuam a míngua. 


Todos os seres viventes são diretamente atingidos por estas políticas urbanas ecocidas, que destroem plantas, animais, pessoas, rios e lagoas. O maior crime ambiental da nossa história na Lagoa da Conceição, anunciado por técnicos da UFSC e coletivos ambientalistas e responsabilidade da CASAN e da Prefeitura (que contrata as concessionárias), tem muito a dizer sobre isso. Com tantas espécies morrendo sem oxigênio, sendo asfixiadas, em um triste paralelo com o cenário pandêmico em que vivemos, além de todas as dezenas de famílias atingidas, que tiveram suas vidas afetadas e seguem em luta pela reparação integral de seus direitos e pela participação no processo. E, também, o povo que vive nas periferias que, por falta de uma política habitacional, reside precariamente em morros e áreas de risco, com um claro recorte racial, sofrendo com as fortes chuvas, como é o caso de Ana Cristina Martins Lopes e sua filha Letícia Lopes Machado, que perderam suas vidas em um deslizamento de terra no bairro Saco Grande no início deste ano.


Se Gean colocou a cidade à venda aos seus amigos que só estão preocupados com os lucros pessoais e de suas empresas, quem é que vai pagar pela destruição ambiental? Nós é que não estamos dispostas a pagar esta salgada fatura, cujos juros serão ainda mais pesados para as próximas gerações. 


Estamos lutando por transparência, por informações, por participação social nas decisões sobre que cidade queremos.


Não queremos que políticos e endinheirados, seja no âmbito do município, do estado ou do país explorem nossas capacidades naturais e nos deixem com o “bagaço”. Lutamos pelo Direito à Cidade com justiça social e equidade. Consideramos urgente repensarmos de forma coletiva o uso dos territórios e o planejamento de nossas cidades. Precisamos construir modos de viver que sejam mais justos socialmente, ambientalmente e economicamente e que lancem base para uma melhor relação com os demais seres viventes.


Por isto, estamos nos organizando em uma rede de movimentos sociais, ambientalistas, entidades e pessoas indignadas para denunciar todos estes absurdos e barrar estes retrocessos.

A partir do dia 20/07 ocuparemos as ruas e as redes com a campanha “SOS Ilha da Magia”, e no dia 30/07 faremos um ato em frente à Catedral para pressionar o Prefeito

Mosquitinho ( Ou Maruim), chamando para o ato
Outdoor da campanha #SOSIlhaDaMagia
Chamado para o Ato, dia 30/07

Juntes somos mais fortes, por isto contamos com a participação ou engajamento de todes!


Algumas formas de participar desta campanha:

* Denuncie os crimes ambientais na região onde você mora. Nas redes sociais e/ou para os orgãos competentes;
* Utilize a etiqueta (hashtag) #SOSIlhaDaMagia nas publicações nas redes sociais;
* Tire fotos em frente aos outdoors da campanha e compartilhe nas redes sociais com a etiqueta #SOSIlhaDaMagia
* Assine as petições e siga as redes sociais dos movimentos;
* Participe das manifestações e mutirões;
* Participe do ato no dia 30/07. Ponto de encontro 12:30 em frente à catedral;
* Ajude a fazer a informação ambiental circular pelas redes e pelas ruas;
Vamos pressionar o prefeito, vereadores, vereadoras, judiciário  e fortalecer os movimentos que estão nessa luta para não deixar a magia da ilha morrer!

Conheça os movimentos que fazem parte desta campanha:
https://abre.ai/sosilhadamagia

#3J – Floripa: Ala Ambientalista contra a política de fim de mundo do Bolsonaro e do Capital

30 jun

03/07 Ala Ambientalista de Floripa contra a política do fim do mundo de Bolsonaro ☠️ e do Capital 💰

Dizemos:
❌ Não ao fim do licenciamento ambiental
❌ Não à entrega das terras indígenas e quilombolas para grileiros, agronegócio e mineração
❌ Não à destruição dos órgãos de controle e fiscalização ambientais
❌ Não à exportação ilegal de madeira
❌ Não à poluição
👎🏿 Abaixo ao recorde de aprovação de registros de Agrotóxicos
👊🏿 Combate ao desmatamento e queimadas de diversos biomas, como Mata Atlântica, Cerrado, Amazônia e Pantanal

✅ Pela Reforma Agrária
✅ Pela Reforma Urbana
✅ Demarcação Já! das terras de indígenas, quilombolas e povos tradicionais

👊🏿🦠🧬🧪Enquanto lutamos contra a Covid-19 e pela vacinação em massa 💉💉💉

💣 querem passar a boiada que para arrasar o nosso meio ambiente, colocando em risco a segurança alimentar e a nossa vida em todos os aspectos! #MasABoiadaNãoPassará!!!

Em Floripa não é diferente! As “políticas ambientais” do Prefeito Gean estão alinhadas com este programa nacional de afrouxamento da legislação ambiental e expansão da especulação imobiliária. 🚤🏦

📢 Dia 03 participe da ala ambientalista na manifestação contra o governo Bolsonaro para denunciar estas atrocidades.✊✊🏼✊🏿

📢 Leve faixas, cartazes e o que mais sua criatividade permitir em defesa do nosso meio ambiente, contra a especulação da terra e dos territórios, e por vida digna de tod@s os povos e seres que nele habitam. 🌎🐊🐆🦜🌱

📍Ponto de encontro em frente o Tribunal de Contas a partir das 8:30.🏢

📢 Venha de máscara N95/PFF2. Traga álcool-gel. Procure manter distância. 😷

“Quando o povo vai às ruas em meio a uma pandemia é porque seu governo é mais perigoso que o vírus.” 💀

ForaBolsonaro #ForaMilicos #AgroÉTox #ForaGean

26/06 Ala Ambientalista de Floripa contra a política do fim do mundo de Bolsonaro e do Capital

25 jun

Dizemos:
❌ Não ao fim do licenciamento ambiental
❌ Não à entrega das terras indígenas e quilombolas para grileiros
❌ Não à destruição dos órgãos de controle e fiscalização ambientais
❌ Não à exportação ilegal de madeira
👎🏿 Abaixo ao recorde de aprovação de registros de Agrotóxicos
👊🏿 Combate ao desmatamento e queimadas na Amazônia e no Pantanal

✅ Pela Reforma Agrária
✅ Pela Reforma Urbana
✅ Demarcação Já! das terras de indígenas, quilombolas e povos tradicionais

👊🏿🦠🧬🧪Enquanto lutamos contra a Covid-19 e pela vacinação em massa💉💉💉💉💉💉💉💉
💣 querem passar a boiada que para arrasar o nosso meio ambiente, colocando em risco a segurança alimentar e a nossa vida em todos os aspectos! #MasABoiadaNãoPassará!!!

Em Floripa não é diferente! As “políticas ambientais” do Prefeito Gean estão alinhadas com este programa nacional de afrouxamento da legislação ambiental e expansão da especulação imobiliária. 🚤🏦

📢 Dia 26 participe da ala ambientalista na manifestação contra o governo Bolsonaro para denunciar estas atrocidades.✊✊🏼✊🏿

📢 Leve faixas, cartazes e o que mais sua criatividade permitir em defesa do nosso meio ambiente, contra a especulação da terra e dos territórios, e por vida digna de tod@s os povos e seres que nele habitam. 🌎🐊🐆

📍Ponto de encontro em frente o Tribunal de Contas a partir das 8:30.🏢

📢 Venha de máscara N95/PFF2. Traga álcool-gel. Procure manter distância. 😷

“Quando o povo vai às ruas em meio a uma pandemia é porque seu governo é mais perigoso que o vírus.” 💀

ForaBolsonaro #ForaSalles #ForaMilicos #AgroÉTox #ForaGean

Manifestação Fora Salles no dia do meio ambiente 05/06/21

4 jun

VENHA NESTE SÁBADO (5) PARA A MANIFESTAÇÃO EM FLORIANÓPOLIS NO DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE


Concentração: 10 horas – Parque da Luz, na cabeceira insular da Ponte Hercílio Luz


❌ Fim do licenciamento ambiental ❌ Entrega das terras indígenas e quilombolas para grileiros ❌ Destruição dos órgãos de controle e fiscalização ambientais ❌ Exportação ilegal de madeira ❌ Desmatamento e queimadas na Amazônia e no Pantanal para atender o agronegócio.


💣 Essa é a boiada que está arrasando o nosso meio ambiente e coloca em risco a soberania do país, a segurança alimentar e a nossa vida em todos os aspectos enquanto lutamos contra a Covid-19 e pela vacinação em massa.
📢 Em Florianópolis e em Santa Catarina, as leis também estão afrouxando o licenciamento e permitindo mais agressões ao meio ambiente. CHEGA❗️


🔥 A boiada aqui não vai passar!


🌳 Venha com Ecoando Sustentabilidade, Fórum da Cidade, Movimento Ponta do Coral 100% Pública, SOS Mata Nativa Córrego Grande, Ufeco e Casa de Passagem Indígena Goj tá Sá (Florianópolis)


😷 Use máscara, álcool em gel e respeite o distanciamento social

#ForaSalles

Compilação de falas do Encontro de Defesa do Meio Ambiente de Floripa realizado no 26/05/21

4 jun

Convite para encontro virtual sobre meio ambiente – 26/05 17h

26 maio
Encontro para unir e discutir ações conjuntas com movimentos e as pessoas
em defesa do meio ambiente da cidade de Florianópolis - Santa Catarina.

Organizado pelo escritório de Advocacia Sustentável

Hoje, 26/05 às 17h.

Mais informações em: https://www.facebook.com/events/827502571523213

Para participar (ouvir ou falar) é necessário realizar inscrição em:
https://www.sympla.com.br/encontro-para-defesa-do-meio-ambiente-de-florianopolis__1226684

APELO EM DEFESA DA VIDA: É hora de parar Santa Catarina! O lucro não pode estar acima da vida!

3 mar

Cerca de 130 entidades sindicais, movimentos sociais e organizações de Santa Catarina publicaram um manifesto de apelo em defesa da vida ao governador Moisés, prefeitos do estado e organizações públicas. O documento é um pedido de socorro das entidades no momento em que o estado vive o colapso na saúde em todas as regiões – com mais de 95% dos leitos de UTIs ocupados e com a média de mortes diárias por Covid crescendo a cada dia – sem medidas eficazes das autoridades públicas, que se curvam ao poder das entidades empresariais. 

O Movimento Ponta do Coral 100% Pública assina o documento. Em Maio do Ano passado já nos manifestamos publicamente sobre o assunto. Agora vemos a mesma atitude genocida dos governantes se repetir, mas em uma situação bem mais grave em nosso estado e no país como um todo.

Você também pode apoiar o apelo em defesa da vida assinando o manifesto virtualmente neste link: http://chng.it/kp4nT2DjGr

É possível também baixar uma versão em PDF.

Leia o manifesto completo: 

APELO EM DEFESA DA VIDA – É hora de parar Santa Catarina! O lucro não pode estar acima da vida!

Santa Catarina está vivendo o momento mais grave da pandemia da Covid 19. Os hospitais estão lotados, com pacientes entubados em emergências e nos corredores. Tem pessoas morrendo em casa por falta de vagas nos hospitais. Os números oficiais estão amenizando a gravidade da situação.

As autoridades públicas (governador e prefeitos) estão sob o domínio dos interesses empresariais, atuando para salvar o lucro dos ricos em detrimento da vida da classe trabalhadora e do povo pobre.

É aterradora a situação nos hospitais, com profissionais da saúde no limite da resistência física e psicológica, já tendo que decidir quem vai pra UTI e quem fica na maca, quem morre agora ou daqui a pouco.

Não demora e teremos pessoas morrendo na rua, nas calçadas, sem conseguir acesso aos hospitais.

O Governo do Estado e os prefeitos estão sendo coniventes com a tragédia que se instala a olhos vistos. Seus decretos não passam de faz de conta, com medidas inócuas para enganar a população, seguindo o negacionista de Brasília e seu rastro de mais de 250 mil mortes.

Ao invés de “salvar a economia”, esta postura vai levar Santa Catarina à pior crise de sua história, inclusive do ponto de vista econômico.

Passou da hora de parar tudo, deixando apenas os serviços essenciais em funcionamento, ou a tragédia vai crescer ainda mais. Urge a retomada consistente da fiscalização das medidas sanitárias, e com certeza a aquisição de vacinas pelo estado.

É em meio a esse caos que o atual secretário de educação, empossado para rearranjar a política aos velhos moldes MDBistas, anuncia o retorno presencial, resultado do lobby que culminou na ALESC aprovando, em dezembro último, a educação como atividade essencial ENQUANTO DURAR A PANDEMIA. É assim que chancelaram, para 2021, este retorno caótico e marcado pelo medo da morte. Há um acordo, e não é para salvar a economia nem a nós.

As entidades, movimentos e organizações políticas que abaixo subscrevem defendem:

– Imediato fechamento das escolas, com reabertura apenas após a vacinação massiva da população;

– Fechamento do comércio de produtos não essenciais;

– Suspensão do transporte coletivo, deixando apenas o necessário pra viabilizar os serviços essenciais;

– Proibição de qualquer evento social com a presença de público;

– Maior suporte logístico aos hospitais e serviços de saúde;

– Fechamento de praias e parques;

– Testagem em massa para toda a população;

– Contratação de mais profissionais de saúde e maior proteção à sua atividade laboral;

– Retomada do auxílio emergencial de pelo menos 600 reais até o fim da pandemia.

– aquisição de vacinas por parte do governo do estado.

É hora de parar Santa Catarina! O lucro não pode estar acima da vida!

Santa Catarina, 25 de fevereiro de 2021.

Assinam:

ASSINAM:
Centrais Sindicais:
Central de Trabalhadoras e Trabalhadores do Brasil – CTB
Central dos Sindicatos Brasileiros – CSB/SC
Central Única dos Trabalhadores – CUT
Central Sindical e Popular Conlutas – CSP CONLUTAS/SC
Intersindical Central da Classe Trabalhadora
União Geral dos Trabalhadores – UGT
Federações:
FECESC – Federação dos Trabalhadores no Comércio de
SC
FENACONTAS – Federação Nacional dos Servidores dos
Tribunais de Contas
FENAMP – Federação Nacional dos Servidores dos
Ministérios Públicos Estaduais
FETESSESC – Federação dos Trabalhadores da Saúde de
SC
FETRAM/SC – Federação dos Trabalhadores Municipais de
SC
FETRAF/SC – Federação dos Trabalhadores da Agricultura
Familiar de SC
FETRAFI/SC – Federação dos Trabalhadores em
Instituições Financeiras de SC
INTERSUL – Intersindical dos Eletricitários do Sul do
Brasil
Sindicatos:
ANDES – Regional Sul
APRUDESC
ASSIBGE-SC
SEC Caçador
SEC Floripa
SEC Xanxerê
SEEBC Criciuma
SEEF
SIMPE/SC
SINASEFE Seção Sindical IFSC
SINDASPI/SC
SINDCAESC
SINDFAR/SC
SINDICONTAS/SC
SINDPD/SC
SINDPREVS/SC
SINDSAÚDE/SC
SINDSAÚDE Caçador e Região
SINDISAÚDE Criciúma e Região
SINDSAÚDE Joinville e Região
SINDSAÚDE Mafra e Região
SINDSAÚDE Tubarão e Região
SINDSERPI Içara
SINDSERV Lages
SINJUSC
SINPROESC
SINPRONORTE/SC
SinPsi/SC
SINSERF Forquilhinha e Região
SINTAEMA/SC
SINTE/SC
SINTE Regional Caçador
SINTE Regional Criciúma
SINTE Regional Florianópolis
SINTE Regional Joinville
SINTE Regional São José
SINTECT/SC
SINTESPE
SINTRAFESC
SINTRAFI Florianópolis
SINTRAM São José
SINTRASEB Blumenau
SINTUDESC
SINTUFSC
SINVAC Criciúma
SISERP Criciúma
STESSLA Lages
STICVASSR Sombrio e RegiãoPartidos:
Coletivo PSOL interior
PCB
PCdoB Florianópolis
PSOL Abelardo Luz
PSOL Araranguá
PSOL Balneário Camboriú
PSOL Blumenau
PSOL Biguaçu
PSOL Bombinhas
PSOL Brusque
PSOL Caçador
PSOL Chapecó
PSOL Curitibanos
PSOL Florianópolis
PSOL Itajaí
PSOL Lages
PSOL Jaraguá do Sul
PSOL Joinville
PSOL Navegantes
PSOL Palhoça
PSOL São José
PSOL São Miguel do Oeste
PSOL/SC
PSTU
PT/SC
PT Florianópolis
PT Palhoça
UP / SC
Organizações políticas:
Brigadas Populares
Esquerda Marxista
MES/PSOL
Polo Comunista Luiz Carlos Prestes
Resistência/PSOL
Unidade Comunista Brasileira – UCB
Unidade Popular e Sindical – UPS
Unidade Classista – UC
Juventudes:
Coletivo Alicerce
Juventude Comunista Avançando – JCA
Juventude Manifesta/SC
Levante Popular da Juventude/SC
Rebeldia – Juventude da Revolução Brasileira
União da Juventude Comunista – UJC
Movimentos:
8M
Africatarina
APG – UFSC
Associação Cultural José Martí/SC
BR Cidades SC
Brigada Gina Couto da Via Campesina – Florianópolis/SC
Casa América Latina/SC
Coletivo #AnulaSTF
Comitê Lula Livre Santa Catarina
Comitê Popular Solidário de Joinville
Conselho Indigenista Missionário – CIMI / Regional Sul
Cooperativa Comunicacional Sul – Portal Desacato
DCE UFFS de Chapecó
FEPE/SC – Fórum Estadual Popular de Educação
Fórum Catarinense em Defesa do SUS e contra as
privatizações
Fórum da Cidade
Fórum de Mulheres do Mercosul Capítulo Brasil Seção
Lages – FMM
Fórum Estadual dos Trabalhadores da Assistência Social
(FMTSUAS-SC)
Fórum Municipal dos Trabalhadores da Assistência Social
de Lages (FMTSUA-Lages)
Fórum Municipal dos Trabalhadores da Assistência Social
de Palhoça (FMTSUAS-Palhoça)
Instituto Gentes de Direitos – IGENTES
Laboratório de Mobilidade, Trabalho e
Movimentos Sociais – LABTRAMS – UDESC
Marcha Mundial das mulheres
Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas – MLB
Movimento de Mulheres Camponesas – MMC SC
Movimento dos Atingidos por Barragem – MAB SC
Movimento dos Pequenos Agricultores – MPA SC
Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra – MST SC
Movimento Mulheres em Luta
Movimento Nacional de Direitos Humanos – MNDH SC
Movimento Nacional de Luta pela Moradia – MNLM
Movimento Policiais Antifascismo SC
Movimento Ponta do Coral 100% Pública
Movimento Sinte Pela Base
Mudiá Coletiva Lésbica Floripa
Núcleo do Fórum de mudanças climáticas e justiça
socioambiental de SC
Pastoral da Juventude Rural SC
Pastoral da Juventude no Meio Popular SC
PET Geografia UDESC
Portal Catarinas
Tenda Lula Livre
UBM Amures – União Brasileira de Mulheres pela Região
da Amures/SC
Vereador Afrânio Boppré – Florianópolis
Via Campesina/SC

Pacotaço de Maldades do Gean: A patrola dos ricos esmaga direitos e pilha o bem comum do povo de Florianópolis

25 jan

O prefeito Gean Loureiro (DEM) enviou à Câmara um “Pacotaço de Maldades” durante o recesso, em regime de urgência. Neste pacote, verdadeiro presente de grego para a cidade, está incluído o corte de direitos de trabalhadoras e trabalhadores da Prefeitura Municipal de Florianópolis, terceirização das atividades da Comcap, que leva à privatização, alteração no Plano Diretor, venda de terrenos públicos e inclusão de entidades empresariais no Conselho Municipal de Educação, além da mudança no seu formato, onde perde o caráter deliberativo.

No dia 18/01, por 14 votos a 8, a base de apoio de Gean na Câmara rejeitou o requerimento da Bancada da Frente Popular (Afrânio – PSOL, Coletiva Bem Viver – PSOL, Marquito – PSOL, Carla Ayres – PT) para suspender a convocação extraordinária do prefeito e aprovou a tramitação do pacotaço, em regime de urgência. No dia 21/01, a presidência da Câmara encerrou a reunião da Comissão Especial sobre o assunto, em apenas 3 minutos, passando por cima de qualquer discussão. A votação já está marcada para amanhã, dia 26/01 às 9 horas. Horário desmobilizador, que impede a participação dos e das trabalhadoras.

Requerimento da Bancada da Frente Popular, rejeitado pela Câmara. Fonte: site do Vereador Afrânio – PSOL.



Em plena pandemia e durante o recesso, a base de apoio de Gean está louca para mostrar serviço. A história nos ensina que, quando os políticos da direita trabalham pra valer, é para satisfazer os desejos dos que se arrogam donos da cidade: a classe dominante, os de cima, especialmente aqueles que financiaram suas campanhas. Não é a toa que suas entidades de classe, como a CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) e a ACIF (Associação Comercial e Industrial de Florianópolis) logo divulgaram notas em apoio. Bem como a ONG chapa-branca dos interesses empresariais Floripa Amanhã e os já tradicionais jornalistas vendidos da grande mídia (NSC e NDMais, a segunda em destaque).

O projeto ataca a vida da gente em diferentes níveis: trabalho, moradia, coleta de resíduos, educação e direito à cidade. Em termos de direito à cidade, tema que mais dialoga com a história do nosso Movimento, o retrocesso é brutal. Começa pela venda de 54 imóveis do município, que totalizam 39 mil metros quadrados, localizados principalmente nas valorizadas praias do norte da Ilha, com terrenos estimados pela Prefeitura em R$ 5 milhões. Esta verdadeira pilhagem visa tirá-los do povo e entregá-los para mãos privadas estes espaços, que poderiam se tornar áreas verdes de lazer, hortas urbanas, praças, parques, espaços de socialização e instalação de infraestrutura pública para tod@s.

Fonte: Abaixo assinado criado pelo mandato agroecológico.



Já as alterações no Plano Diretor trazem o engodo de sempre, prometendo mais empregos em troca de mais facilidades para construir, removendo “burrocracias” (na visão do prefeito) e combatendo o “crescimento desordenado”, facilitando a demolição de obras irregulares, principalmente as de baixa renda, aquelas completamente abandonadas pelo prefeito da maldade e que tem sofrido com despejos ilegais e violentos nas ocupações dos que lutam por moradia. As grandes empresas de construção civil e a especulação imobiliária, aliadas do prefeito, desde o primeiro mandato, brilham os olhos com estas mudanças de legislação e com a venda dos terrenos públicos em áreas nobres, ampliando sua área de atuação.

Bairro Saco Grande, foto de alguns anos atrás. Região tem recebido grandes obras corporativas. Fonte: Divulgação da grande imprensa de como investir em Florianópolis.


Se hoje os habitantes de Florianópolis sofrem com a intensa chuva, é também por causa da  falida visão de “progresso” propagandeada ao longo de tantos anos e gestões de direita. Toneladas de concreto, “asfaltaço” sem sistemas de drenagem e cobrindo bueiros, onde se gastou mais de 300 milhões, e com construções em cima de áreas de preservação ambiental e a ausência de saneamento básico. É esta política urbana imposta por uma “burrocracia” nada democrática a responsável pelo caos em que vivemos hoje, a mesma que querem impor nos emblemáticos projetos de hotel na Ponta do Coral ou da Megalo-Marina na Beira Mar.

Asfaltaço entre SC401 e Cacupé. Blog do Paulo Matias


A especulação imobiliária, combinada à ausência total de políticas públicas para habitação, faz com que as pessoas se sujeitem a residir precariamente em morros e áreas de risco, o que invariavelmente levam a mortes, como a de uma mãe, Ana Cristina Martins Lopes e sua filha Letícia Lopes Machado, vítimas de um deslizamento de terra no Morro do Caju, no bairro Saco Grande. Este é o povo que é julgado e condenado pelos veículos de mídia da cidade em seus editorais sobre “crescimento desordenado”, sem nunca citar os grandes empresários e políticos que planejam a cidade para interesse próprio.


Deslizamento causa morte de mãe e filha no Morro do Caju, bairro Saco Grande. De costas para as grandes empresas que ficam no pé do morro (SC-401). Fonte: Defesa Civil.


A patrola do Gean e seus asseclas, comandada pelos magnatas, só poderá ser detida pela organização e a mobilização popular permanente. É por isto que declaramos nosso apoio aos trabalhadores e trabalhadoras da Comcap que, há 45 anos, zelam para que a cidade continue limpa e bem cuidada e que, agora, resistem bravamente em uma greve contra o pacotaço, assim como o Movimento de Luta pela Moradia, que tem resistido bravamente, fazendo mobilização de rua inclusive durante a pandemia.

Trabalhadores da Comcap em greve. Fonte: Redes sociais Sintrasem..
Trabalhadores da Comcap em marcha na Ponte Colombo Sales. Fonte: Redes sociais Sintrasem.



Devemos apoiar estas lutas de diferentes formas, construindo o poder popular para resistir à destruição de nossos direitos. Assim, passaremos a fazer valer nossas pautas, para que o velho grito de guerra “ilha da magia, ela é do povo, não é da burguesia” seja real.

Movimento de Luta por Moradia nas ruas contra os despejos. Fonte: Redes sociais ocupação Marielle Franco.



Pelo Direito à Cidade e justiça social com equidade!

Movimento Ponta do Coral 100% Pública

Abaixo, algumas referências, que ajudaram a embasar este texto, para entendermos o que está em jogo nos diversos níveis:

Ponta do Coral, 40 primaveras de resistência popular

6 nov


40 anos de luta pela Ponta do Coral 100% Pública

A Ponta do Coral é o cenário de uma intensa disputa desde os anos 80, quando ainda na ditadura foi vendida de forma ilegal pelo então governador e oligarca Jorge Konder Bornhausen, após um incêndio criminoso no abrigo de menores que ali existia. Desde então, grupos de cidadãos, estudantes, artistas e ativistas das causas sociais e ambientais contestam a venda da área, opondo-se à privatização deste espaço público e à destruição da fauna, flora e história da região.

Mais do que a disputa por um oásis em meio a um deserto de concreto, os imaginários sobre a Ponta do Coral projetam visões distintas de cidade e de mundo. De um lado, a Florianópolis cidade a venda, abarrotada de carros, com suas moedas e, agora, mecanismos verdes, shoppings construídos sobre manguezais, esgoto no mar, beach clubes na restinga e a Lagoa do Peri secando. Vendem este sonho na mídia comprada, transmitindo a promessa de um “progresso” que irá gerar empregos, enquanto tornam ainda mais milionários aqueles que lucram com a especulação imobiliária. Homens brancos que projetam uma Floripa desumanizada, um misto de Dubai com Balneário Camboriú, onde ricos ou endividados poderão usufruir de paraísos particulares de vidros espelhados em áreas públicas, sem que precisem se misturar com a “gentalha”, que é como eles classificam os pobres.

Da luta pela Ponta do Coral ecoam as vozes que demandam uma cidade aberta e plural, com parques públicos para que tod@s possam usufruir de suas belezas naturais, dos piqueniques em família e amig@s, das dezenas de atividades artísticas, coletivas e voluntárias para conquistar os parques e praças desta cidade, das rodas de conversa e de capoeira, das lembranças do bar do Seo Chico, no Campeche, das lutas por um plano diretor participativo, da inclusão das colônias de pescadores e das comunidades dos morros e quilombolas, como atores ativos na construção de uma sociedade mais justa, democrática, fraterna e igualitária.

Em novembro, agora, celebramos 40 primaveras de luta para devolver a Ponta do Coral ao povo. Durante estas quatro décadas, a resistência coletiva barrou a construção de qualquer empreendimento privado na região, atravessando diferentes conjunturas e gerações. Houve o surgimento do Movimento Ponta do Coral 100% Pública e a proposta de criação do Parque Cultural das 3 Pontas, abrangendo a Ponta do Coral, a Ponta do Goulart e a Ponta do Lessa, preservando o meio ambiente e incentivando a cultura e a economia local. Proposta que hoje conta com o apoio de diversos movimentos sociais, entidades de classe, organizações políticas e da Universidade Federal de Santa Catarina, que, em 2016, declarou interesse técnico e científico na área e apoia oficialmente a criação do parque.

Foram anos de muito acúmulo, que serviram para enriquecer as experiências de cada pessoa que ajudou a construir o Movimento e a tecer as redes em que nos apoiamos até hoje. Mas, apesar de algumas vitórias, o fato é que a criação do Parque Cultural das 3 Pontas ainda não saiu do papel. O atual Prefeito Gean Loureiro (DEM) nunca ouviu o movimento e ainda fez avançar o projeto da faraônica “Megalo-Marina”, que, se concretizado, terá imenso impacto negativo na questão ambiental, paisagística, social e simbólica na cidade. Temos uma chance de alterar esta conjuntura nas eleições municipais, escolhendo candidatas e candidatos comprometid@s com a criação do Parque, mas nem por isto devemos baixar a guarda e a pressão popular precisa continuar para que o poder público torne realidade a criação do Parque Cultural, independentemente de quem segure a caneta.

Em tempos de pandemia de Covid-19, temos consciência de que, infelizmente, não é possível nos reunirmos na Ponta e fazermos uma grande festa, com música e atividades culturais, como na última celebração dos 35 anos em 2015, na Novembrada Cultural em 2017 ou outras tantas ocupações festivas e humanizantes. É por isto que convidamos cada apoiador(a) da causa a ocupar as redes, compartilhando memórias em formato de fotos, textos, vídeos, músicas e o que mais sua criatividade permitir. Durante este mês, basta utilizar a etiqueta #40anosPelaPontaDoCoral que iremos compartilhar em nossos meios.


Fortalecer nossos laços e memória coletiva é a forma que encontramos de comemorar esta história de 40 anos, mostrando para as pessoas próximas que a luta vale a pena e que, enquanto houver primavera, haverá poesia.

Movimento Ponta do Coral 100% Pública

Florianópolis, 06 de Novembro de 2020.